
Pergunto-me, por várias e várias vezes, de onde vem aquela sensação estranha quando penso em você.
Até há pouco tempo era um sentimento esperançoso, com friozinho na barriga, assim como na primeira vez em que fui te encontrar naquela pracinha tão singela, porém mágica.
Questiono-me se o relógio da minha mente quebrou ali, naquele instante em que me vi completamente hipnotizada por seus olhos, antes daquele abraço terno e sincero, me fazendo sentir como se já te conhecesse há tanto tempo.
A partir daquele dia me encontrava sobre o caderno, rabiscando folhas inúteis com o teu nome, planejando idas e vindas por esse mundo ao teu lado, sem hesitar em nenhum instante, pois senti de verdade que pisava em território seguro, que você me guiaria por todos os sonhos possíveis e impossíveis...
Mas hoje não sei mais o que desejar, e até duvido do meu maior desejo de te ter, já que me agarrei por tanto tempo à esperança de que você ainda gostasse de mim, o que talvez possa ser verdade, mas não me traz a completa felicidade.
Para mim o tempo parou naquele novembro, um tanto nublado, porém minha imaginação impôs o sol irradiando felicidade e amor, tenro amor que ainda permanece vivo como no início, esperando um novo despertar.
