Onde eu vim me meter?
É o que me pergunto quase todos os dias, e nesse exato momento o que eu mais queria era dormir e saber que vou acordar no outro dia pronta para a minha aula de desenho.
Minha aula de desenho não existe.
Minhas mãos tão hábeis com o lápis parecem ter se aposentado, mas imploram por uma oportunidade de voltar a fazer o que tanto gostam.
Eu preciso fazer o que gosto!
Quero ser feliz, quero ser como pintores realistas e desenhar a face do meu amor...
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
O que realmente é importante?
Não tenho nada contra aqueles que se esforçam ao extremo para conseguir o que querem, mesmo que isso custe uma boa noite de sono ou um dia de lazer.
Porém eu não quero isso pra mim.
Sou uma profissional do ramo da informática, e vocês devem saber como é a vida das pessoas que escolhem esse caminho. Lamentavelmente eu escolhi esse caminho aos dezenove anos. Não que à época de tal fato eu tenha feito isso por pura paixão pela informática, mas foi a triste decisão de fazer algum curso e ganhar alguma renda, ou optar por fazer o que realmente gostava e permanecer dependente da minha mãe por mais uns bons anos.
Enfim, hoje estou vivendo a minha escolha. Conheci muitas pessoas bacanas durante esse tempo, e também conheci pessoas que por causa da programação intensa, acabaram envelhecendo alguns anos. Isso tudo por causa de noites mal dormidas por "ter de terminar um sistema até tal dia", por comer lanches rápidos e muitas vezes de má qualidade, por não saberem mais o que é tirar um dia de descanso para passearem.
Uma dessas pessoas é mais jovem que eu e aparenta ter mais de trinta anos, já está ficando careca e tudo o mais.
Eu me pergunto se isso tudo é realmente necessário para que alguém possa ter uma renda apropriada para a sobrevivência e conforto. Friso isso pois muitas dessas pessoas querem enriquecer, ficar milionárias, talvez virar um Bill Gates da vida, mas pra quê?
Digamos que eles consigam o primeiro milhão, porém vão querer mais, mais, mais...
E quando eles acharem que está bom, vão estar velhos e doentes pela má qualidade de vida. Vão aproveitar o quê?
Tudo bem, posso estar sendo radical, e por um lado até é, mas é assim que eu vejo e não há outro objetivo pra essa loucura toda que não seja o maldito dinheiro. É um mal necessário, como dizem, mas muita gente leva isso ao extremo e abdica da vida que existe fora do escritório.
Até hoje eu não consegui compreender porque muitos se deixam levar pela promessa do dinheiro em abundância. Concordo que seja frustrante querer algo (e falo de objetos), que há tanto tempo se deseja comprar, mas não ter dinheiro pra isso. Porém que benefício e satisfação isso irá me trazer? É algo totalmente momentâneo.
Podem achar que sou careta, antiga, velha de mente, seja lá o que for, mas eu gosto de admirar as pequenas coisas, por mais ínfimas que elas sejam. Gosto de caminhar por lugares novos e curtir aquela sensação de "desbravamento", e nessas horas eu até abandono o ônibus e vou a pé, mesmo que a distância seja longa, mas eu tenho pernas e por que não usá-las?
Eu tenho sim um objetivo na vida, e esse objetivo nunca foi ser uma empresária de sucesso ou uma grande mente da informática. Nunca soube ao certo o que eu queria ser quando crescesse, ao longo da minha adolescência fui trocando de ideia, pesando os prós e contras (e nesse momento comecei a usar o lado errado que existe em mim), mas hoje vejo que desde pequena eu sabia o que queria. Apenas não sabia ao certo que nome tinha.
Vejo meus desenhos, minhas poesias e desabafos, e, sim, eu sempre quis ser artista. Não artista de televisão, mas a artista que mostra sua alma em cada obra criada.
Talvez seja a hora de correr atrás daquilo que quero.
A questão da "include, class, method, char, float, double, boolean, vetor, pointer, array, push, pop" não me cabe mais. São três anos (pouco tempo, eu sei) tendo que engolir isso tudo como se tivesse que comer jiló sem gostar. É pouco tempo de informática, mas pra quem não gosta, isso se torna uma eternidade.
Eu reconheço que é essa profissão que me sustenta, a faço com a maior dedicação possível, mas isso nunca foi meu sonho de carreira. Sempre gostei de arte, nas aulas de educação artística na escola sempre tirava notas altas, e nunca, nunca ninguém me ensinou o que sei sobre desenhos.
Pra quem não acredita em dom, ta aí a prova disso.
E pra quem vir me dizer que até mesmo pra se alcançar aquilo que se quer, ou pra apenas se divertir é preciso de dinheiro, muito dinheiro, olhe o filme Na Natureza Selvagem e tire suas conclusões.
Porém eu não quero isso pra mim.
Sou uma profissional do ramo da informática, e vocês devem saber como é a vida das pessoas que escolhem esse caminho. Lamentavelmente eu escolhi esse caminho aos dezenove anos. Não que à época de tal fato eu tenha feito isso por pura paixão pela informática, mas foi a triste decisão de fazer algum curso e ganhar alguma renda, ou optar por fazer o que realmente gostava e permanecer dependente da minha mãe por mais uns bons anos.
Enfim, hoje estou vivendo a minha escolha. Conheci muitas pessoas bacanas durante esse tempo, e também conheci pessoas que por causa da programação intensa, acabaram envelhecendo alguns anos. Isso tudo por causa de noites mal dormidas por "ter de terminar um sistema até tal dia", por comer lanches rápidos e muitas vezes de má qualidade, por não saberem mais o que é tirar um dia de descanso para passearem.
Uma dessas pessoas é mais jovem que eu e aparenta ter mais de trinta anos, já está ficando careca e tudo o mais.
Eu me pergunto se isso tudo é realmente necessário para que alguém possa ter uma renda apropriada para a sobrevivência e conforto. Friso isso pois muitas dessas pessoas querem enriquecer, ficar milionárias, talvez virar um Bill Gates da vida, mas pra quê?
Digamos que eles consigam o primeiro milhão, porém vão querer mais, mais, mais...
E quando eles acharem que está bom, vão estar velhos e doentes pela má qualidade de vida. Vão aproveitar o quê?
Tudo bem, posso estar sendo radical, e por um lado até é, mas é assim que eu vejo e não há outro objetivo pra essa loucura toda que não seja o maldito dinheiro. É um mal necessário, como dizem, mas muita gente leva isso ao extremo e abdica da vida que existe fora do escritório.
Até hoje eu não consegui compreender porque muitos se deixam levar pela promessa do dinheiro em abundância. Concordo que seja frustrante querer algo (e falo de objetos), que há tanto tempo se deseja comprar, mas não ter dinheiro pra isso. Porém que benefício e satisfação isso irá me trazer? É algo totalmente momentâneo.
Podem achar que sou careta, antiga, velha de mente, seja lá o que for, mas eu gosto de admirar as pequenas coisas, por mais ínfimas que elas sejam. Gosto de caminhar por lugares novos e curtir aquela sensação de "desbravamento", e nessas horas eu até abandono o ônibus e vou a pé, mesmo que a distância seja longa, mas eu tenho pernas e por que não usá-las?
Eu tenho sim um objetivo na vida, e esse objetivo nunca foi ser uma empresária de sucesso ou uma grande mente da informática. Nunca soube ao certo o que eu queria ser quando crescesse, ao longo da minha adolescência fui trocando de ideia, pesando os prós e contras (e nesse momento comecei a usar o lado errado que existe em mim), mas hoje vejo que desde pequena eu sabia o que queria. Apenas não sabia ao certo que nome tinha.
Vejo meus desenhos, minhas poesias e desabafos, e, sim, eu sempre quis ser artista. Não artista de televisão, mas a artista que mostra sua alma em cada obra criada.
Talvez seja a hora de correr atrás daquilo que quero.
A questão da "include, class, method, char, float, double, boolean, vetor, pointer, array, push, pop" não me cabe mais. São três anos (pouco tempo, eu sei) tendo que engolir isso tudo como se tivesse que comer jiló sem gostar. É pouco tempo de informática, mas pra quem não gosta, isso se torna uma eternidade.
Eu reconheço que é essa profissão que me sustenta, a faço com a maior dedicação possível, mas isso nunca foi meu sonho de carreira. Sempre gostei de arte, nas aulas de educação artística na escola sempre tirava notas altas, e nunca, nunca ninguém me ensinou o que sei sobre desenhos.
Pra quem não acredita em dom, ta aí a prova disso.
E pra quem vir me dizer que até mesmo pra se alcançar aquilo que se quer, ou pra apenas se divertir é preciso de dinheiro, muito dinheiro, olhe o filme Na Natureza Selvagem e tire suas conclusões.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Vida X Problemas
Que mundo é esse em que a gente produz mais problema pra gente mesmo resolver?
As coisas mais simples que poderiam ser resolvidas em um racicínio rápido e fácil, são esticadas no limiar de sua dificuldade, assim como uma massa de pastel caseira é esticada sobre a mesa.
A resposta é simples: a produção de problemas é proporcional ao tempo ocioso.
Quanto mais tempo livre, mais problemas deve-se produzir, ou que graça teria uma empresa onde todos os funcionários ficassem parados, olhando besteiras na internet, esperando que o apocalipse ocorresse para que uma providência fosse tomada?
Lucro algum teria, então é preciso que os problemas sejam fabricados. Até consultor de produção de problemas já tem.
E assim a vida segue, o relógio toca de manhã para mais uma jornada, vou trabalhar nos meus problemas para ganhar meu dinheirinho, o qual é a raiz de todos os problemas.
Santa contradição!
As coisas mais simples que poderiam ser resolvidas em um racicínio rápido e fácil, são esticadas no limiar de sua dificuldade, assim como uma massa de pastel caseira é esticada sobre a mesa.
A resposta é simples: a produção de problemas é proporcional ao tempo ocioso.
Quanto mais tempo livre, mais problemas deve-se produzir, ou que graça teria uma empresa onde todos os funcionários ficassem parados, olhando besteiras na internet, esperando que o apocalipse ocorresse para que uma providência fosse tomada?
Lucro algum teria, então é preciso que os problemas sejam fabricados. Até consultor de produção de problemas já tem.
E assim a vida segue, o relógio toca de manhã para mais uma jornada, vou trabalhar nos meus problemas para ganhar meu dinheirinho, o qual é a raiz de todos os problemas.
Santa contradição!
Quando aquilo foi dito....
O que pensar daquilo que foi dito de repente, penetrou até a alma e até me fez perder a fome?
Foi como se meu estômago tivesse sido bloqueado por uma barreira quase intransponível, me dando ânsia e vontade de sair correndo, chutando tudo que visse pela frente, pra despejar toda a minha raiva, que em uma escala de 0 a 10, foi à 15 em 5 segundos.
Mas a explicação não me pareceu convincente, muito menos tolerável pelo grau de raiva que atingiu meu corpo.
Fui casada, compromissada, namorada, eternizada durante alguns meses, enquanto que meu provável par não foi sequer namorado.
Grande tolinha!
Essa foi a melhor pegadinha de todos os tempos.
Foi como se meu estômago tivesse sido bloqueado por uma barreira quase intransponível, me dando ânsia e vontade de sair correndo, chutando tudo que visse pela frente, pra despejar toda a minha raiva, que em uma escala de 0 a 10, foi à 15 em 5 segundos.
Mas a explicação não me pareceu convincente, muito menos tolerável pelo grau de raiva que atingiu meu corpo.
Fui casada, compromissada, namorada, eternizada durante alguns meses, enquanto que meu provável par não foi sequer namorado.
Grande tolinha!
Essa foi a melhor pegadinha de todos os tempos.
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