sexta-feira, 18 de maio de 2012

Indecisões

Não sei onde esse caminho vai chegar
Há tantas decisões no meio dele
Seria fraqueza não sair do lugar?

Os passos lentos, incoordenados com a mente
Um instante só para pensar em tudo
Não agir como inconsequente.

Só espero ao fim dessa jornada
Não ter trocado tudo por nada.

domingo, 22 de abril de 2012

Escolhas

Quando você tiver um tempo para o amor, 

o amor não terá um tempo para você.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Hoje, amanhã e sempre

Eu juro que tentei, sabe, mas não te esquecer durante todo esse tempo tem sido impiedoso pra mim.
Sinto que meu coração está em pedaços, mesmo que dizer isso possa parecer clichê e sem originalidade, mas não vejo outra definição.
Nesse momento já nem vem mais lágrimas, pois elas já vieram há muito, muito tempo, e hoje a única maneira que encontro de manifestar minha dor é me escondendo atrás dessa figura que aos poucos estou moldando.
Ao mesmo tempo que isso me faz bem, reflete o quanto estou perdida dentro de mim.
Às vezes penso que se eu fosse uma doida de pedra, eu simplesmente agiria de forma inconsequente, destroçando corações pela minha frente, sendo esnobe e fria, tudo isso ao primeiro sinal de decepção.
Mas não, cá estou eu, sendo a mesma garotinha ingênua de sempre, levando tapa atrás de tapa na cabeça, só que nunca aprendo, e novamente me exponho ao perigo.
Será que tudo o que vivi de bom até agora compensou o que sofri? Será que eu já fui o outro lado da moeda, o lado que fez sofrer?
Realmente não sei, só tenho vontade de dar uma grande virada na minha vida, sair dessa merda psicológica em que me encontro e poder ser livre, pra sempre.
Nessas horas eu só queria poder ter o dom de voar, pra bem longe...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Nada é tão ruim assim

Agora a chuva vem impiedosa.
Lava-me a alma, levando os rastros de remorso do que eu não fiz.
Sim, eu gostaria de segui-lo até o horizonte envolto no véu negro da noite, gostaria que nos banhássemos no mar sob a tórrida chuva, deixando as ondas revoltas nos surrarem com sua ira.
Mas estamos aqui, deitados na grama, olhando para o céu cinzento, e mal consigo abrir os olhos pois as gotas de chuva insistem em penetrá-los.
É tão incômodo quanto o que eu sinto agora, só que na minha mente.
"Venha, vamos fugir". Não, eu não posso te dizer isso.
Não há outra saída se não ficar aqui deitada ao teu lado, tentando adivinhar o que se passa nessa cabeça envolta por fios de ouro.
Poderíamos abrir a boca e falar, seria bem mais fácil, mas aqueles bandidos fugiram e esqueceram de tirar essa fita de nossas bocas...