No silêncio, na escuridão, ouviam-se apenas os passos de alguém
que se aproximava calmamente. Parecia estar conhecendo o lugar
onde pisava, esperando encostar naquilo que realmente queria:
uma pele suave, a qual desejava há tanto tempo.
Caminhou mais um pouco, até que sentiu uma respiração tranqüila,
e mal dava pra ouvir o ar saindo e entrando. Aproximou-se mais, e
quando não pôde mais evitar, abraçou-a, entrelaçando seus braços em
sua cintura, e ela envolvendo seu pescoço com seus braços.
Não podiam observar um ao outro, apenas lembravam do dia em que se
olharam profundamente, separados por um vidro de janela. Não existiam
palavras para o momento, e no silêncio acabavam de se entender.
Não havia mais o que esperar. Os lábios se encontraram em um beijo
apaixonado, as luzes se acenderam e alguém gritou: “Corta!”.
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