Por muitas e muitas vezes você se pergunta onde foi parar a empolgação da sua infância. Não é verdade? Ao menos pra mim sim.
Será apenas mais um final de ano, cheio de festas, presentes, fogos de artifício, comidas e pessoa sendo boazinha com todo mundo, só que mesmo que eu repudie essa ideia de que Natal e Ano Novo sejam sinônimos de presentes e falsas amizades, eu sinto falta da época em que ainda rolava alguma coisa aqui em casa.
Do que mais sinto falta é a casa cheia, as piadas, as risadas e brincadeiras, tudo o que existia de bom em um encontro de família. No entanto o Natal, de uns anos pra cá, não passa de um peru assado com a obrigação de presente, presente e presente. Aquela alegria de estar junto com os primos, tios, irmãos, fazendo farra até altas horas não existe mais, nem mesmo a empolgação por parte da minha mãe de fazer alguma coisa. Talvez por ela poderia ser mais um dia sem ninguém por aqui.
Às vezes me pego pensando se terei que esperar uns bons anos para eu mesma ter minha família e poder reuni-los como fazia na minha infância.
Cada um foi pro seu lado, os tios perderam a vontade por estarem envelhecendo, e esse vai ser mais um fim de ano sem graça. Conforme os anos passam, parece até que o número de fogos de artifício diminui, não chega nem a cinco minutos de "comemoração do nascimento de Jesus (como se ele tivesse nascido exatamente nessa data, e como se todo mundo realmente comemorasse isso. acho que muitos nem sabem o real sentido do Natal)".
Enfim, mais uma vez dezembro, mais uma vez minha mãe reclamando de ter que assar peru e fazer salada pra uma miséria de gente, mais uma vez aquele "feliz natal, tudo de bom!", mais uma vez a nostalgia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário